02Execução

Instalações elétricas e quadros elétricos

Executamos instalações elétricas novas e remodelações, montamos e reorganizamos quadros e preparamos a instalação para mais potência. Trabalhamos por projeto e por obra, com visita marcada.

Ficha do serviço

Âmbito
Instalação nova, remodelação, quadros elétricos, iluminação
Aparelhagem de quadro
Schneider Electric e Hager
Alimentação
Monofásica e trifásica
No final
Ensaios, circuitos identificados, documentos da execução
Zona
Samora Correia e cerca de 50 km em redor: Ribatejo, Lisboa e Península de Setúbal

Quadro elétrico

Quadro elétrico de quatro filas com interruptores diferenciais, disjuntores e descarregador de sobretensões, com os circuitos identificados.
  1. Interruptor diferencial 40 A · 30 mA
  2. Disjuntores 1P+N
  3. Descarregador de sobretensões
  4. VE1 Circuito dedicado ao carregamento de VE
  5. Circuitos identificados como no projeto
Imagem ilustrativa, gerada por computador a partir de equipamento real. Não representa uma instalação executada. Circuitos e calibres conforme o desenho 01 ELE.

Uma instalação elétrica é o conjunto que vai do contador às tomadas: o quadro elétrico, os circuitos, as proteções e a ligação à terra. Fazemo-la de raiz em construção nova e refazemo-la, no todo ou em parte, quando a casa é remodelada ou quando a instalação existente já não responde ao que lhe é pedido: mais equipamentos, uma cozinha nova, um carro elétrico.

Instalação elétrica nova e remodelação

Numa obra nova, executamos a instalação a partir do projeto: tubagem, cabos, aparelhagem, quadro e ligação à terra. Numa remodelação, o primeiro passo é saber o que existe. Há instalações que só precisam de um quadro novo e de dois ou três circuitos; outras pedem a substituição de cabos e proteções, por fases. Dizemos-lhe qual é o caso antes de propor a obra, com um diagnóstico e uma estimativa orçamental.

Executamos também iluminação e a alimentação de equipamentos, incluindo carregadores de veículos elétricos.

O quadro elétrico

O quadro elétrico é onde a instalação se protege e onde se percebe, ou não, o que cada circuito alimenta. Dentro dos quadros montamos aparelhagem Schneider Electric e Hager. Num quadro montado por nós encontra:

  • Disjuntores, um por circuito, que cortam em caso de sobrecarga ou de curto-circuito. Em habitação, as regras técnicas (RTIEBT) exigem que esta proteção seja feita por disjuntores.
  • Interruptores diferenciais, que cortam quando há fuga de corrente para a terra. Os de alta sensibilidade (30 mA) são reconhecidos pelas regras técnicas como proteção complementar contra choques elétricos. Repartimos os circuitos por vários diferenciais, para que um defeito numa máquina não deixe a casa toda sem luz.
  • Descarregador de sobretensões, que desvia para a terra os picos de tensão vindos da rede, por exemplo durante trovoadas. As regras técnicas recomendam-no na origem da instalação quando a alimentação chega por rede aérea.
  • Identificação dos circuitos, com etiquetas que correspondem ao esquema do quadro. É o que permite a qualquer técnico, daqui a dez anos, saber o que está a desligar.

Aumento de potência contratada: quem faz o quê

A potência contratada é o limite de potência que pode usar ao mesmo tempo; quando o ultrapassa, a alimentação é cortada até reduzir o consumo. Num aumento de potência há três intervenientes:

  • O comercializador, a empresa a quem paga a eletricidade, recebe o pedido quando a potência pretendida está abaixo da potência máxima admissível da instalação.
  • A E-REDES, o operador da rede de distribuição, recebe um pedido de ligação à rede quando a potência pretendida está acima desse máximo. Para esse pedido é necessária uma ficha eletrotécnica.
  • O instalador verifica, antes do pedido, se a instalação suporta a nova potência (cabo de entrada, quadro, proteções), faz as alterações necessárias e prepara a ficha eletrotécnica quando é pedida.

Se não souber qual é esse máximo, comece pelo comercializador. E, antes de pedir mais potência, confirme se precisa mesmo dela: uma medição de consumos tira a dúvida.

Monofásico ou trifásico

Os escalões de potência contratada mais frequentes, 3,45 e 6,9 kVA, cabem numa alimentação monofásica. As regras técnicas determinam que as instalações sem equipamentos trifásicos e até 10,35 kVA sejam monofásicas; acima de 10,35 kVA, a alimentação tem de ser trifásica. O trifásico justifica-se também quando há equipamentos trifásicos, como os carregadores de 11 kW ou mais. A mudança mexe na ligação à rede, no quadro e na distribuição dos circuitos pelas três fases; avaliamos primeiro se compensa.

O que fica no final

Uma instalação ensaiada e a funcionar, um quadro com os circuitos identificados e o respetivo esquema, e os documentos da execução. Concluída a obra, o Decreto-Lei n.º 96/2017 prevê que quem executa faça os ensaios e as verificações e emita a declaração de conformidade da execução ou o termo de responsabilidade pela execução. Em habitação, até 6,90 kVA, esse documento permite ligar a instalação à rede; acima disso, a lei pede também uma declaração de inspeção, emitida por uma entidade inspetora de instalações elétricas (EIIEL). O que se aplica a cada obra confirma-se à partida.

O que fazemos, e o que não fazemos

Fazemos

  • Instalações elétricas novas, em habitação e espaços comerciais
  • Remodelação total ou parcial de instalações existentes
  • Quadros elétricos: montagem, substituição e reorganização
  • Iluminação, instalações trifásicas e proteção contra sobretensões
  • Diagnóstico da instalação e estimativa orçamental

Não fazemos

  • Urgências e serviço 24 horas
  • Pequenas reparações domésticas: uma tomada, uma lâmpada, um disjuntor que dispara

Se o seu quadro dispara com frequência, o que fazemos é o diagnóstico da causa e a proposta de correção, com visita marcada.

O que convém dizer no primeiro contacto

  • O tipo de imóvel e de obra (nova, remodelação total, só o quadro) e a localidade.
  • Fotografias do quadro elétrico, com a porta aberta, e do contador.
  • A potência contratada, que vem na fatura de eletricidade.
  • As plantas, se existirem.

Perguntas frequentes

Como peço um aumento de potência contratada?

Segundo a E-REDES, se a potência que pretende estiver abaixo da potência máxima admissível da instalação, o pedido faz-se ao comercializador; se estiver acima, é necessário um pedido de ligação à rede junto da E-REDES. Em qualquer dos casos, convém verificar antes se o quadro e os cabos suportam a nova potência.

Preciso de passar de monofásico para trifásico?

Só se precisar de mais de 10,35 kVA ou tiver equipamentos trifásicos. Um carregador de carro elétrico monofásico de 7,4 kW, por exemplo, não obriga por si só a passar a trifásico. Fazemos as contas com os seus equipamentos antes de recomendar a mudança.

O descarregador de sobretensões é obrigatório?

As regras técnicas (RTIEBT, secção 801.5.10) recomendam proteção contra sobretensões de origem atmosférica na origem da instalação quando a alimentação é feita por rede aérea. Há situações particulares com regras próprias, que confirmamos no local. Nos outros casos, avaliamos a exposição da instalação e os equipamentos ligados e dizemos se o aconselhamos.

Que documentos recebo no fim da obra?

O esquema do quadro com os circuitos identificados e a declaração de conformidade da execução ou o termo de responsabilidade pela execução, previstos no Decreto-Lei n.º 96/2017. Numa habitação com mais de 6,90 kVA, a lei pede ainda, para a ligação à rede, uma declaração de inspeção emitida por uma entidade inspetora (EIIEL).

O disjuntor está sempre a disparar. Podem vir ver?

Não temos serviço de piquete nem fazemos pequenas reparações. Fazemos diagnóstico da instalação, com visita marcada: medimos, identificamos a causa e apresentamos uma estimativa orçamental para a correção.

A certificação da instalação elétrica é o mesmo que o certificado energético?

Não. Os documentos da instalação elétrica (termo de responsabilidade pela execução, declaração de inspeção) dizem respeito à segurança da instalação e seguem o Decreto-Lei n.º 96/2017, na esfera da DGEG. O certificado energético classifica o desempenho energético do imóvel e é emitido por peritos qualificados do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, gerido pela ADENE.

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