03Mobilidade elétrica
Carregamento de veículos elétricos: wallbox e tomada reforçada
Antes de escolher o carregador, verificamos o que a instalação suporta: potência contratada, quadro, proteções e percurso dos cabos.
Ficha do serviço
- Âmbito
- Projeto e instalação
- Equipamento
- Wallbox (modo 3) e tomada reforçada Legrand Green'Up
- Locais
- Garagens privadas e condomínios
- Verificação
- Potência, quadro, proteções, cablagem
- Gestão de carga
- Balanceamento com o consumo do edifício
- Zona
- Samora Correia e cerca de 50 km em redor: Ribatejo, Lisboa e Península de Setúbal
03Peças desenhadas
Carregamento de veículo elétrico com gestão dinâmica de potência: esquema de princípio
Exemplo ilustrativo. Não é um projeto real.
Ver desenhoInstalar um carregador de carro elétrico em casa é, antes de mais, uma decisão sobre a instalação elétrica: quanta potência há disponível, por onde passa o cabo, que proteções faltam no quadro. O carregador escolhe-se depois. Fazemos a avaliação, o dimensionamento e a instalação da wallbox ou da tomada, em garagens privadas e em condomínios.
Wallbox ou tomada reforçada
Tomada reforçada. Uma tomada própria para carregamento, usada com o cabo que acompanha o veículo. Instalamos a Legrand Green'Up, prevista pelo fabricante para carregar até 3,7 kW (16 A, em monofásico); a potência real depende do cabo do veículo. Serve quem faz poucos quilómetros por dia ou tem a noite para carregar.
Wallbox. Um posto de carregamento fixo, com ligação Tipo 2, que comunica com o veículo e regula a corrente: é o chamado modo 3. Em monofásico chega a 7,4 kW (32 A); em trifásico, a 11 kW (16 A) ou a 22 kW (32 A). O carregador de bordo do veículo também limita a potência, por isso confirmamo-lo antes de dimensionar.
Em qualquer dos casos, as regras técnicas pedem um circuito dedicado, só para o veículo, com proteção contra sobreintensidades e proteção diferencial de 30 mA próprias. O diferencial tem de ser, no mínimo, do tipo A; para os postos com ligação Tipo 2, o guia técnico da DGEG pede ainda deteção de correntes de defeito contínuas, por um diferencial do tipo B ou por um dispositivo associado. É um ponto a verificar em qualquer orçamento.
Potência contratada, monofásico e trifásico
O carregador soma-se ao resto da casa. Uma wallbox monofásica a 32 A pede 7,4 kW: sozinha, ultrapassa uma potência contratada de 6,9 kVA. Há três respostas, que muitas vezes se combinam: limitar a corrente de carga a um valor que a instalação suporte; subir a potência contratada, o que acima de 10,35 kVA só é possível em trifásico; ou instalar gestão de carga. Uma potência contratada mais alta paga-se todos os meses na fatura, use-se ou não.
O que faz a gestão de carga
A gestão de carga, a que também se chama balanceamento de carga ou controlo dinâmico de potência, mede em permanência o consumo total da casa e ajusta a corrente do carregador para que a soma não ultrapasse o limite definido. Quando o forno liga, o carro carrega mais devagar; quando desliga, recupera. É o que permite carregar sem subir a potência contratada, quando o consumo da casa deixa margem.
Nos edifícios com vários pontos de carregamento, o guia técnico da DGEG prevê um sistema de controlo da carga que reparte a potência disponível.
Carregar no condomínio
O regime da mobilidade elétrica (Decreto-Lei n.º 93/2025, artigo 23.º) admite que qualquer condómino instale, a expensas próprias, um ponto de carregamento no estacionamento de um edifício existente. A DGEG esclarece, nas suas perguntas frequentes, que o mesmo vale para arrendatários e ocupantes legais. Quando a instalação é feita em parte comum do edifício, ou passa por ela, a lei exige comunicação escrita prévia à administração do condomínio, com pelo menos 30 dias de antecedência. A administração só se pode opor nos casos que a lei enumera, por exemplo se o edifício já tiver, ou vier a instalar em 90 dias, um ponto de carregamento partilhado que sirva as mesmas necessidades, ou se a instalação puser comprovadamente em risco a segurança de pessoas ou bens.
Do lado técnico, é preciso decidir de onde vem a energia. O guia técnico da DGEG admite três origens: o quadro de entrada da própria fração, o quadro de colunas do edifício, com contador próprio, ou o quadro de serviços comuns, opção que o guia só recomenda quando as outras não são viáveis. A comunicação ao condomínio é sua. Nós preparamos a parte técnica: de onde vem a alimentação, por onde passam os cabos, que proteções leva.
O que convém ter à mão
- A marca e o modelo do veículo, ou do que pensa comprar.
- Fotografias do quadro elétrico e do lugar de estacionamento, e a distância aproximada entre os dois.
- A potência contratada, que vem na fatura.
- No condomínio: se o lugar é uma boxe, um lugar marcado ou parte comum de uso exclusivo, e onde ficam os quadros do prédio.
Como decorre e o que fica
Em regra, começamos pela avaliação da instalação existente, por fotografias ou no local. Segue-se a proposta, com o equipamento identificado, o traçado dos cabos e as alterações ao quadro.
No final tem um circuito dedicado e identificado no quadro, o carregador ensaiado e configurado para a corrente definida, e o documento da execução: a declaração de conformidade da execução ou o termo de responsabilidade pela execução. Os serviços são prestados por técnicos credenciados pela DGEG.
Perguntas frequentes
Posso instalar um carregador no meu lugar de garagem, num prédio?
O artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 93/2025 admite que qualquer condómino instale, a expensas próprias, um ponto de carregamento no estacionamento de um edifício existente. Se a instalação for feita em parte comum, ou passar por ela, exige comunicação escrita à administração do condomínio com pelo menos 30 dias de antecedência. A administração só se pode opor nos casos que a lei enumera.
Preciso de aumentar a potência contratada para ter uma wallbox?
Nem sempre. Depende da potência do carregador, do que a casa consome ao mesmo tempo e de haver ou não gestão de carga. O guia técnico da DGEG dá um exemplo: um carregamento a 3 680 VA (16 A) pede, no mínimo, o escalão de 4,6 kVA. Fazemos as contas com os seus consumos antes de recomendar.
Tomada reforçada ou wallbox: qual escolher?
A tomada reforçada carrega a potência mais baixa (a Legrand Green'Up, até 3,7 kW segundo o fabricante) e serve quem faz poucos quilómetros por dia ou tem a noite para carregar. A wallbox carrega mais depressa, regula a corrente e aceita gestão de carga. A escolha depende do veículo, dos percursos e da instalação.
O que é o balanceamento de carga?
É um sistema que mede o consumo total da casa e ajusta a corrente do carregador para que a soma não ultrapasse o limite definido. Também se lhe chama gestão de carga ou controlo dinâmico de potência. Permite carregar sem subir a potência contratada quando o consumo da casa deixa margem.
Preciso de trifásico para carregar o carro em casa?
Não necessariamente. Em monofásico, uma wallbox chega a 7,4 kW (32 A). O trifásico permite 11 kW ou 22 kW, se o veículo os aceitar e a instalação for trifásica.
Quem pode instalar um ponto de carregamento?
A DGEG indica que a instalação só deve ser executada por uma entidade instaladora de instalações elétricas de serviço particular ou por técnicos responsáveis pela execução registados na DGEG. No fim, é emitida a declaração de conformidade da execução ou o termo de responsabilidade pela execução.
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