03Mobilidade elétrica

Carregamento de veículos elétricos: wallbox e tomada reforçada

Antes de escolher o carregador, verificamos o que a instalação suporta: potência contratada, quadro, proteções e percurso dos cabos.

Ficha do serviço

Âmbito
Projeto e instalação
Equipamento
Wallbox (modo 3) e tomada reforçada Legrand Green'Up
Locais
Garagens privadas e condomínios
Verificação
Potência, quadro, proteções, cablagem
Gestão de carga
Balanceamento com o consumo do edifício
Zona
Samora Correia e cerca de 50 km em redor: Ribatejo, Lisboa e Península de Setúbal

03Peças desenhadas

Carregamento de veículo elétrico com gestão dinâmica de potência: esquema de princípio

Exemplo ilustrativo. Não é um projeto real.

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Carregamento de veículo elétrico numa moradia: esquema de princípio Esquema de princípio ilustrativo. A alimentação passa pelo contador Wh e chega ao quadro de entrada QE, com o aparelho de corte da entrada D, descarregador de sobretensões com disjuntor próprio, ligado à terra, e saída para os outros circuitos. Do barramento parte um circuito dedicado, com interruptor diferencial e disjuntor, até ao posto de carregamento PC e ao veículo elétrico VE. O sistema de controlo da carga SCC mede a corrente à entrada e regula a carga do PC, em ligações a tracejado. Exemplo ilustrativo, não válido para execução. Tlm: 966 714 257MORADIA UNIFAMILIARREQUERENTE: —LOCAL: —CARREGAMENTO DE VEESQUEMA DE PRINCÍPIODES. Nº02 ELE.PROJETO:BASHATECDESENHOU:BASHATECDATA:Outubro 2026SUBSTITUI: —ESCALA: S/ESC.EXEMPLO ILUSTRATIVONÃO VÁLIDO PARA EXECUÇÃO Alimentação Instalação de acessoprivativo e de uso exclusivo Wh D"Outroscircuitos"QE PCVE SCCmediçãoregulaçãoda carga NOTAS1.Esquema de princípio, sem escala. Simbologia do Guia Técnico dasinstalações elétricas para a alimentação de veículos elétricos(DGEG/CTE 64, 3.ª edição).2.Circuito dedicado ao VE (RTIEBT 722.311), com disjuntor próprio(RTIEBT 722.533.101) e dispositivo diferencial de 30 mA, tipo Aassociado a dispositivo de deteção de corrente contínua (IEC 62955),ou tipo B (RTIEBT 722.531.2.101).3.PC: modo de carga 3, com tomada ou conetor do tipo 2 (EN 62196-2).4.SCC: regula a corrente de carga em função do consumo medido à entradada instalação, para não ultrapassar a potência contratada. SIMBOLOGIADAparelho de corte da entrada(disjuntor de entrada)DisjuntorInterruptor diferencialDescarregador de sobretensõesLigação à terraWhEquipamento de contagem deenergia elétrica do ORDPCPosto de carregamento (PC)SCCSistema de controlo da cargaVeículo elétrico (VE)
Carregamento de veículo elétrico numa moradia: esquema de princípio Esquema de princípio ilustrativo. A alimentação passa pelo contador Wh e chega ao quadro de entrada QE, com o aparelho de corte da entrada D, descarregador de sobretensões com disjuntor próprio, ligado à terra, e saída para os outros circuitos. Do barramento parte um circuito dedicado, com interruptor diferencial e disjuntor, até ao posto de carregamento PC e ao veículo elétrico VE. O sistema de controlo da carga SCC mede a corrente à entrada e regula a carga do PC, em ligações a tracejado. Exemplo ilustrativo, não válido para execução. Tlm: 966 714 257MORADIA UNIFAMILIARREQUERENTE: —LOCAL: —CARREGAMENTO DE VEESQUEMA DE PRINCÍPIODES. Nº02 ELE.PROJETO:BASHATECDESENHOU:BASHATECDATA:Outubro 2026SUBSTITUI: —ESCALA: S/ESC.EXEMPLO ILUSTRATIVONÃO VÁLIDO PARA EXECUÇÃO Alimentação Instalação de acessoprivativo e de uso exclusivo Wh D"Outroscircuitos"QE PCVE SCCmediçãoregulaçãoda carga SIMBOLOGIADAparelho de corte da entrada(disjuntor de entrada)DisjuntorInterruptor diferencialDescarregador de sobretensõesLigação à terraWhEquipamento de contagem deenergia elétrica do ORDPCPosto de carregamento (PC)SCCSistema de controlo da cargaVeículo elétrico (VE) NOTAS1.Esquema de princípio, sem escala. Simbologiado Guia Técnico das instalações elétricaspara a alimentação de veículos elétricos(DGEG/CTE 64, 3.ª edição).2.Circuito dedicado ao VE (RTIEBT 722.311), comdisjuntor próprio (RTIEBT 722.533.101) edispositivo diferencial de 30 mA, tipo Aassociado a dispositivo de deteção decorrente contínua (IEC 62955), ou tipo B(RTIEBT 722.531.2.101).3.PC: modo de carga 3, com tomada ou conetor dotipo 2 (EN 62196-2).4.SCC: regula a corrente de carga em função doconsumo medido à entrada da instalação, paranão ultrapassar a potência contratada.

Instalar um carregador de carro elétrico em casa é, antes de mais, uma decisão sobre a instalação elétrica: quanta potência há disponível, por onde passa o cabo, que proteções faltam no quadro. O carregador escolhe-se depois. Fazemos a avaliação, o dimensionamento e a instalação da wallbox ou da tomada, em garagens privadas e em condomínios.

Wallbox ou tomada reforçada

Tomada reforçada. Uma tomada própria para carregamento, usada com o cabo que acompanha o veículo. Instalamos a Legrand Green'Up, prevista pelo fabricante para carregar até 3,7 kW (16 A, em monofásico); a potência real depende do cabo do veículo. Serve quem faz poucos quilómetros por dia ou tem a noite para carregar.

Wallbox. Um posto de carregamento fixo, com ligação Tipo 2, que comunica com o veículo e regula a corrente: é o chamado modo 3. Em monofásico chega a 7,4 kW (32 A); em trifásico, a 11 kW (16 A) ou a 22 kW (32 A). O carregador de bordo do veículo também limita a potência, por isso confirmamo-lo antes de dimensionar.

Em qualquer dos casos, as regras técnicas pedem um circuito dedicado, só para o veículo, com proteção contra sobreintensidades e proteção diferencial de 30 mA próprias. O diferencial tem de ser, no mínimo, do tipo A; para os postos com ligação Tipo 2, o guia técnico da DGEG pede ainda deteção de correntes de defeito contínuas, por um diferencial do tipo B ou por um dispositivo associado. É um ponto a verificar em qualquer orçamento.

Potência contratada, monofásico e trifásico

O carregador soma-se ao resto da casa. Uma wallbox monofásica a 32 A pede 7,4 kW: sozinha, ultrapassa uma potência contratada de 6,9 kVA. Há três respostas, que muitas vezes se combinam: limitar a corrente de carga a um valor que a instalação suporte; subir a potência contratada, o que acima de 10,35 kVA só é possível em trifásico; ou instalar gestão de carga. Uma potência contratada mais alta paga-se todos os meses na fatura, use-se ou não.

O que faz a gestão de carga

A gestão de carga, a que também se chama balanceamento de carga ou controlo dinâmico de potência, mede em permanência o consumo total da casa e ajusta a corrente do carregador para que a soma não ultrapasse o limite definido. Quando o forno liga, o carro carrega mais devagar; quando desliga, recupera. É o que permite carregar sem subir a potência contratada, quando o consumo da casa deixa margem.

Nos edifícios com vários pontos de carregamento, o guia técnico da DGEG prevê um sistema de controlo da carga que reparte a potência disponível.

Carregar no condomínio

O regime da mobilidade elétrica (Decreto-Lei n.º 93/2025, artigo 23.º) admite que qualquer condómino instale, a expensas próprias, um ponto de carregamento no estacionamento de um edifício existente. A DGEG esclarece, nas suas perguntas frequentes, que o mesmo vale para arrendatários e ocupantes legais. Quando a instalação é feita em parte comum do edifício, ou passa por ela, a lei exige comunicação escrita prévia à administração do condomínio, com pelo menos 30 dias de antecedência. A administração só se pode opor nos casos que a lei enumera, por exemplo se o edifício já tiver, ou vier a instalar em 90 dias, um ponto de carregamento partilhado que sirva as mesmas necessidades, ou se a instalação puser comprovadamente em risco a segurança de pessoas ou bens.

Do lado técnico, é preciso decidir de onde vem a energia. O guia técnico da DGEG admite três origens: o quadro de entrada da própria fração, o quadro de colunas do edifício, com contador próprio, ou o quadro de serviços comuns, opção que o guia só recomenda quando as outras não são viáveis. A comunicação ao condomínio é sua. Nós preparamos a parte técnica: de onde vem a alimentação, por onde passam os cabos, que proteções leva.

O que convém ter à mão

  • A marca e o modelo do veículo, ou do que pensa comprar.
  • Fotografias do quadro elétrico e do lugar de estacionamento, e a distância aproximada entre os dois.
  • A potência contratada, que vem na fatura.
  • No condomínio: se o lugar é uma boxe, um lugar marcado ou parte comum de uso exclusivo, e onde ficam os quadros do prédio.

Como decorre e o que fica

Em regra, começamos pela avaliação da instalação existente, por fotografias ou no local. Segue-se a proposta, com o equipamento identificado, o traçado dos cabos e as alterações ao quadro.

No final tem um circuito dedicado e identificado no quadro, o carregador ensaiado e configurado para a corrente definida, e o documento da execução: a declaração de conformidade da execução ou o termo de responsabilidade pela execução. Os serviços são prestados por técnicos credenciados pela DGEG.

Perguntas frequentes

Posso instalar um carregador no meu lugar de garagem, num prédio?

O artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 93/2025 admite que qualquer condómino instale, a expensas próprias, um ponto de carregamento no estacionamento de um edifício existente. Se a instalação for feita em parte comum, ou passar por ela, exige comunicação escrita à administração do condomínio com pelo menos 30 dias de antecedência. A administração só se pode opor nos casos que a lei enumera.

Preciso de aumentar a potência contratada para ter uma wallbox?

Nem sempre. Depende da potência do carregador, do que a casa consome ao mesmo tempo e de haver ou não gestão de carga. O guia técnico da DGEG dá um exemplo: um carregamento a 3 680 VA (16 A) pede, no mínimo, o escalão de 4,6 kVA. Fazemos as contas com os seus consumos antes de recomendar.

Tomada reforçada ou wallbox: qual escolher?

A tomada reforçada carrega a potência mais baixa (a Legrand Green'Up, até 3,7 kW segundo o fabricante) e serve quem faz poucos quilómetros por dia ou tem a noite para carregar. A wallbox carrega mais depressa, regula a corrente e aceita gestão de carga. A escolha depende do veículo, dos percursos e da instalação.

O que é o balanceamento de carga?

É um sistema que mede o consumo total da casa e ajusta a corrente do carregador para que a soma não ultrapasse o limite definido. Também se lhe chama gestão de carga ou controlo dinâmico de potência. Permite carregar sem subir a potência contratada quando o consumo da casa deixa margem.

Preciso de trifásico para carregar o carro em casa?

Não necessariamente. Em monofásico, uma wallbox chega a 7,4 kW (32 A). O trifásico permite 11 kW ou 22 kW, se o veículo os aceitar e a instalação for trifásica.

Quem pode instalar um ponto de carregamento?

A DGEG indica que a instalação só deve ser executada por uma entidade instaladora de instalações elétricas de serviço particular ou por técnicos responsáveis pela execução registados na DGEG. No fim, é emitida a declaração de conformidade da execução ou o termo de responsabilidade pela execução.

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